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Inacabado...

 

Solidão, Companheira silenciosa de minha exaustiva vida.

Sinto-me cansado... por tantas estradas percorridas, caminhos já pisados, trilhas não encontradas...

Apesar de muito trabalho e do êxito de minhas conquistas, ainda errei? Onde, quando?

Acredito que na vida, nós somos exclusivamente responsáveis por nossos atos, e suas conseqüências são apenas o reflexo deles. Claro que também há os desencontros, mas devo confessar que estes passaram por mim sem que os percebessem.

Agi correto? Quem me dirá?

Às vezes penso que todo esforço que fiz não me levou a lugar algum, ao que eu realmente esperava e me pergunto o porquê, talvez minhas qualidades não supriram meus defeitos.

Não há como recomeçar. Reconstruir o castelo que eu mesmo criei, fazendo uso de adornos seculares, paredes desgastadas e sentimentos corroídos pelo tempo.

Tempo, tempo, tempo, tempo, tempo, tempo... Como conduzi-lo?

Quisera eu ter sido um sábio para tornar o tempo meu aliado, ter tido o prazer de avistar minha sombra uma única vez...

 

Por mim mesma.

"Nossa geração não quer sonhar,

pois que sonhe a que há de vir..."

A vontade que paira sobre mim neste exato momento é de fuga. Mas, como fugir de mim mesma?

SIMPLESMENTE NECESSÁRIA!

IRA.

 

O sussurro mundano que insiste em cegar meus ouvidos é falho.

Não sou apenas um na multidão.

Sou ela própria.

Dona de minha voz e convicção.

O OUTRO é o outro.

O som que emana de minha alma é sereno.

Não condizente com o modelo contemporâneo atual.

Meu sangue transcorre limpidamente pelo corpo.

A retina enxerga além, aquém.

Meus sentidos são regados ao som de música clássica.

A Alemanha resplandece meu ser.

Com ela eu consigo SER.

Sinônimo de existir.

A Arte não salvará o mundo.

Banal fato.

O que não o impede de torná-lo habitável.

 

ATENÇÃO!

 

Luz,

     Música,

           Paixão.

               Händel em ação.

 

Por mim mesma.

Nua/Banquinho de concreto/Banquinho da solidão.

 

Há muito deixou de existir.

Só restou uma vaga lembrança.

Meros fatos.

Breves acontecimentos.

Aplausos somente vindos da cochia.

A vida não é bela.

A felicidade inexiste.

Tem lá seus momentos.

Imperceptíveis como a um grão.

O cotidiano não deixa ir além sua imaginação.

Seu comedido talento.

O jardim murcho.

Folhas secas caídas.

Refletidas foram em seu longínquo olhar.

Ao longe, ecoa o som de um piano.

A poesia ainda vive.

O alimento para a alma.

Absorção dos males internos.

Voz que emana silenciosamente.

Bem/mal necessário ao amor.

 

Gentileza, sorriso, simplicidade, amor.

Parecem não ser características suas.

Não sabemos como agir.

Afinal...

 

 

 

Arte!

É do que preciso.

 

Por mim mesma.

Costura Interna.

 

quantos palcos pode a vida abrir nesse coração?

o mundo todo de dentro, tanto amor, tanto desejo, nem cabe nesse espaço mínimo.

pois o avesso da lona, essa costura interna, não aprece a toda gente.

nem as sombras que projetam o lampião do camarim.

            a vida longe do palco, sem cachorros, sem crianças, sem o toque de outra boca, realmente, é cansativa.

mas essa falta, a secura, a insistência da morte, tanto machuca, incomoda, que resta, em resposta, cores, versos, sons, loucuras.

            a vida, afinal, com seus riscos, vai provocando mais sonhos, abrindo espaços e brilho no palco antigo que somos.

 

Por Henrique Dídimo (poeta cearense) em resposta ao meu poema "Palco".

 

 

Felicidade, Cadê você?

 

As palavras só serão consideradas belas

se for intenso o meu sofrer.

Assim, torno-me poeta e encaro com rimas

minha triste sina de viver.

Ao debruçar-me sobre as letras,

tenho a certeza absoluta de que o mundo não me convém.

Ao fechar o livro,

paira sobre mim o vazio

e a dúvida intermitente de que não sirvo

para pertencer a alguém.

E agora, caro amigo?

O que sobrou?

Se o amor é um bichinho,

então nada eu sou.

Estou clamando por amor.

Dentro de mim há um condor,

em que este sobrevive com sua asa quebrada

num céu desamparado e sem cor.

A história Dionisíaca desbotou com a lágrima caída

e esmaecida, jamais sentida pela flor.

 

Por mim mesma.

"Que venha essa nova mulher de dentro de mim,
Com olhos felinos felizes e mãos de cetim
E venha sem medo das sombras, que rondam o meu coração,
E ponha nos sonhos dos homens
A sede voraz, da paixão
Que venha de dentro de mim, ou de onde vier,
Com toda malícia e segredos que eu não souber
Que tenha o cio das onças e lute com todas as forças,
Conquiste o direito de ser uma nova mulher
Livre, livre, livre para o amor....quero ser assim, quero ser assim
Senhora das minhas vontades
E dona de mim livre, livre, livre para o amor, quero ser assim,
Quero ser assim, senhora das
Minha vontades e dona de mim....
Que venha de dentro de mim, ou de onde vier,
Com toda malícia e segredos que eu não souber
Que tenha o cio das corças e lute com todas as forças,
Conquiste o direito de ser uma nova mulher
Livre, livre, livre para o amor quero ser assim, quero ser assim,
Senhora das minhas vontades
E dona de mim livre, livre, livre para o amor, quero ser assim,
Quero ser assim, senhora das
Minhas vontades e dona de mim....
Que venha essa nova mulher de dentro de mim
Que venha de dentro de mim ou de onde vier
Que venha essa nova mulher de dentro de mim"

Intérprete dessa canção: Simone

BÚSSOLA

"Diz onde é que está
Será que a vida separou alguém
Em algum lugar
Pra caber nas suas medidas
Pra andar lado a lado na curva
Pra gastar das mesmas cores
Pra usar suas meias palavras
Pra dizer que não está entendendo o mundo...

Quer dizer que é assim
O fenômeno da culturalizada mente humana
A sonâmbula bússola no navio fantasma
Cada vez mais distante do norte
Cada vez mais distante do Amor
Quanto mais você busca alguém
Mais o acaso futuro lhe domina..."

David Duarte.

     Texto lido no show de sábado passado no Siará Hall por Ana Carolina 

    

     Confiram as fotos do show: http://www.floog.com.br/narayana

     O quase

    Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
    É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
    Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
    Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. 
    Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. 
    A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. 
    Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. 
    A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. 
    Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. 
    Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. 
    O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 
    Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. 
    Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. 
    Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. 
    Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

    ÉRICO VERÍSSIMO

Sinônimos

 

 

Ficaram resquícios teus em meu lençol... De uma maneira tal enrosco-me nele, e assim meu corpo clama por tuas carícias, por teus dedos envoltos em minha carne, teu habitual desassossego sem fim...

Penetra-te todo em mim... Teu sexo embebecido e envaidecido, tomado de goles ensurdecedores de paixão... Sacias minha sede com volúpias ininterruptas de prazer... Tu és tão clássico e ao mesmo tempo tão ‘demodè’.

Indecifrável assumo que sou, porém, conheço o jeitinho peculiar de como saber fazer e te satisfazer...

 

Silêncio, por favor!

 

O que torna algumas pessoas essenciais em nossa vida?

Por que amamos alguns e outros não?

Será que tudo na vida deve ter algum sentido?

Por qual motivo o amor machuca a gente se seu objetivo é apenas amar?

Qual a finalidade do ciúme?

Aprisionar o outro simplesmente porque você não é capaz de confiar em si mesmo o suficiente, ou seria apenas uma simples evidência de sua vaidade?

E o pedido de desculpas, este já não virou banal, assim como o “Eu te amo”?

Desculpe a franqueza, pois não possuo a delicadeza...

Há muito me esqueci, sem saber o local no qual eu me perdi.

Agora, trago consigo a dor e o lamento de um grande amor.

Jamais pensei que pudesse ser capaz de um dia provar o néctar dessa dor.

Será que poeta eu sou?

 

VIDA DIET
(John)


A gente se acostuma com tudo
A tudo a gente se habitua
E até não ter um lugar
Dormir na rua
A tudo a gente se habitua

Me habituei ao pão light
À vida sem gás
O meu café tomo sem açúcar
E até ficar sem comer
Sem te ver
A gente custa mas se habitua

Sem giz, sem água 
Sem paz, sem nada

Não vai ser diferente
Se eu me for de repente
Se o céu cai sobre o mundo
E o mar se abrir
Em um inferno profundo

Se acostumou sem querer
Ao salto alto

Salário baixo, à vida dura
E até ficar sem tv
É bom pra você
Televisão ninguém mais atura

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