O TEMPO NÃO PAROU

Anunciaram minha tristeza. Eu, escrava de mim mesma, perdida em meio aos gritos da multidão. Encontro-me além, além de qualquer coisa, pertencente ao nada. As lágrimas escorrem... Sopra forte o vento... Folhas secas caem... Quero fugir de mim. Ir para qualquer lugar, mas de que adianta fugir? Se o sol iluminará o dia amanhã, provando que um novo dia estará nascendo. Pedi ao tempo que retrocedesse por alguns instantes, este fez ouvido de mercador, poderia ele ter mudado o curso da história, pois minha filosofia de vida é triste, mas a quem isso importa?

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A nuvem que passa, a caravana que segue, o moço que ama... Numa caverna cheia de pedras encontro-me mais uma vez, vai ser dura a caminhada, mas hei de exibir minha vitoriosa chegada, pois como diz meu amigo e poeta Cazuza: - Nara, o tempo não pára!

Agora entendo bem o que ele quis dizer, o mundo não pára para que eu desça!

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