Minha Casa

Zeca Baleiro
É mais fácil cultuar os mortos que os vivos
mais fácil viver de sombras que de sóis
É mais fácil mimeografar o passado
que imprimir o futuro
Não quero ser triste
como o poeta que envelhece
lendo Maiakóvski na loja de conveniência
Não quero ser alegre
como o cão que sai a passear com o seu dono alegre
sob o sol de domingo
Nem quero ser estanque
como quem constrói estradas e não anda
Quero no escuro
como um cego tatear estrelas distraídas
Amoras silvestres no passeio público
Amores secretos debaixo dos guarda-chuvas
Tempestades que não param
pára-raios quem não tem
mesmo que não venha o trem não posso parar
Vejo o mundo passar como passa
uma escola de samba que atravessa
Pergunto onde estão teus tamborins
pergunto onde estão teus tamborins
Sentado na porta de minha casa
a mesma e única casa, a casa onde eu sempre morei.



 

Ouvi hoje que o Amor é diferente de Paixão.

A Paixão é algo que consome, é egoísta, é o querer.

O Amor é o dar, ou melhor, o SE dar, é o Outro.

Cá entre nós, isso eu já sabia! Mas ouvi de uma maneira tão interessante esta sutil diferença. Disseram-me que tem a ver com a Mitologia Grega, Ah, os Gregos... A Grécia e sua encantadora Cultura.

 

 

Esta canção de Vanessa da Mata mexe muito comigo, sinto uma tristeza quando a escuto, principalmente na parte em que ela canta "Eu quero ver o mar"... Sei muito bem o que ela quis dizer com esta frase, semana passada senti-me triste, no popular: "De saco cheio de tudo e de tudos", foi quando corri para a esquecida Praia de Iracema, deleitei-me na Ponte dos Ingleses, e fui ver o mar...

Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música

Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música

Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Está no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música

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