
ÂNSIA DE ESCREVER, ÂNSIA, SOMENTE ISTO...
Há muito que estou com vontade de escrever... Mas escrever o quê? E que vontade louca é essa que habita em mim?
E daí me pergunto, pergunto, pergunto... Quem irá responder? E de que servem as respostas? Mudarão meus pensamentos? Inclinarão meus sentimentos?
Hoje, eu quero tudo... Não, não, MINTO!
Não quero mais nada, não quero coisa alguma, quero nada com nada, oras, então não quero porra alguma, ou seria porra nenhuma?
São tantas as interrogações, as indagações, as contradições, todas as ões possíveis e inimagináveis, inimagináveis, isso existe?
Se não existe, eu o inventei agora, neste minuto, portanto, me pertence! Mas com que intuito?
Só sei que Necessito escrever... Desejo ou Necessidade? Vontade? Tanto faz, não pertenço a lugar nenhum mesmo!
Uma coisa eu sei: Meu pulso ainda pulsa...
Eu nunca mais vou dizer o que realmente penso
Eu nunca mais vou dizer o que realmente sinto
Eu juro Eu juro (por Deus)
Não confio em ninguém
Não confio em ninguém
Não confio em ninguém com mais de 30
Não confio em ninguém com 32 Dentes
Eu nao sei fazer música mas eu faço
Eu nao sei cantar as músicas que faço mas eu canto
Ninguém sabe nada
Minha Fé...
Me pergunto
Onde é que foi parar
A minha fé, a fé, a fé
Voltou pra casa a pé
e ainda não chegou
Espero na janela
Tento não me preocupar
com ela
Mas a fé...
Sabe como é que é?
Acredita em qualquer um
Tudo pra ela é comum
Tudo com ela é viável
E eu aqui um tanto instável
Meio no claro,
Meio no escuro
Tropeço
Enquanto procuro acreditar
Na leveza
Na cidade
Na beleza que me invade, Na bondade dos automóveis
Enquanto imóveis
Em suas garagens
Me pergunto
Onde é que foi parar
A minha fé, a fé, a fé
Nos tratados
Nas palavras
Nos portões da tua casa
Nos transportes coletivos
Na pureza das torcidas
Gritando seus adjetivos
Espero, Me quebro, tropeço no escuro e ainda procuro a minha fé.

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