Nua/Banquinho de concreto/Banquinho da solidão.
Há muito deixou de existir.
Só restou uma vaga lembrança.
Meros fatos.
Breves acontecimentos.
Aplausos somente vindos da cochia.
A vida não é bela.
A felicidade inexiste.
Tem lá seus momentos.
Imperceptíveis como a um grão.
O cotidiano não deixa ir além sua imaginação.
Seu comedido talento.
O jardim murcho.
Folhas secas caídas.
Refletidas foram em seu longínquo olhar.
Ao longe, ecoa o som de um piano.
A poesia ainda vive.
O alimento para a alma.
Absorção dos males internos.
Voz que emana silenciosamente.
Bem/mal necessário ao amor.
Gentileza, sorriso, simplicidade, amor.
Parecem não ser características suas.
Não sabemos como agir.
Afinal...

Arte!
É do que preciso.
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